sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Júlio Loureiro a marcar pontos no ranking dos meninos bonitos do Benfica

Os mails revelados por Francisco J. Marques na passada terça-feira não demonstram nenhuma prática que desvirtue as competições, mas há um deles que aborda uma situação de tal forma perversa, que uma pessoa fica a imaginar os fretes que certas pessoas estão dispostas a fazer em favor do Benfica.

Júlio Manuel Loureiro é observador de árbitros - fazia jogos das ligas profissionais no tempo de Vítor Pereira e Ferreira Nunes (a.k.a. Frankc Vargas), mas entretanto foi despromovido para o CNS -, sendo também funcionário judicial. E terá sido nessa qualidade que terá tido acesso antecipado a uma notificação judicial para Rui Vitória se apresentar como testemunha num qualquer processo. Diria o bom senso e o profissionalismo que guardasse essa informação para si, mas não foi isso que aconteceu: enviou a informação para Paulo Gonçalves.

Aqui fica o excerto do programa em que o mail enviado pelo observador ao Benfica foi revelado.


Se o sujeito agiu assim num processo que, aparentemente, era de pouca importância para o Benfica e Rui Vitória - seguramente para marcar pontos no ranking dos meninos bonitos -, nem imagino o que estará dispostos a fazer no âmbito da sua atividade enquanto observador de árbitros. Não espanta que Júlio Manuel Loureiro tenha sido um dos observadores que ajudou a fazer a cama a Marco Ferreira, segundo o que entretanto foi divulgado pelo jornal O Jogo.


Por esta amostra, calculo que quando este observador fazia jogos do Benfica e as coisas corriam "mal", não havia necessidade de Vieira mandar dar cabo da nota ao árbitro. O assunto era logo tratado a montante.

Mais um candidato a menino bonito do Benfica que passa a ser conhecido, mais um tentáculo revelado.

in O Jogo

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Impunidade total

É escandaloso ver o que aconteceu nos últimos minutos do Benfica - Braga. Com o jogo empatado 1-1, André Almeida (com uma entrada a varrer Fábio Martins) e Samaris (literalmente a asfixiar João Carlos Teixeira) deviam ter visto o cartão vermelho direto... mas nem amarelo viram.

Já após o apito final, Samaris volta a apertar o pescoço (de Paulinho, desta vez)... e os dois jogadores viram cartão amarelo.

Fazer faltas destas e conseguir escapar sem cartão, só mesmo no Benfica. Esta impunidade total é um escândalo.


Claro que o sucedido acaba por se explicar, em parte, pelo facto de o árbitro da partida ser Bruno Esteves, um dos padres "elencados" por Adão Mendes naquele célebre mail enviado a Pedro Guerra.

Nada de novo no futebol português, portanto.


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O critério do padre Mota

Manuel Mota, protegido do famoso Adão Mendes - como esquecer o mail em que Adão Mendes pede a Paulo Gonçalves para ajudar a subir a nota de Mota? - teve ontem, em Alvalade, uma atuação que tem sido recorrente por parte da generalidade das equipas de arbitragem nos jogos do Sporting: dualidade de critérios evidente, permitindo várias entradas à margem das leis aos adversários, mas sendo muito mais generoso no momento de mostrar cartões... a jogadores do Sporting.

Esta arbitragem aconteceu apenas três dias após a aberrante prestação de Manuel Oliveira no Sporting - Tondela, em que quase tudo foi permitido aos jogadores visitantes, mas em que acabaria por ser um jogador do Sporting a ser o primeiro a ver um cartão.

Voltando à arbitragem de ontem, tomei nota de alguns lances ocorridos durante a primeira parte do jogo em que a ausência de critério foi mais que evidente. Quer dizer, haver critério... até há. Baseado na cor da camisola.


Que não haja ilusões para ninguém: o Sporting tem estado a ganhar no campeonato, mas haverá quem tentará dificultar o trabalho da equipa até ao limite das suas possibilidades.

P.S.: este vídeo foi inspirado num outro que fiz há cerca de um ano. Há coisas que nunca mudam...



Postal sobre a Taça CTT

Não há muito para dizer sobre o jogo de ontem da Taça da Liga. É natural que, ao colocar-se um onze formado exclusivamente por jogadores que não costumam ser titulares, a qualidade do futebol praticado foi sofrível. Ainda assim, suficiente para criar várias oportunidades de perigo que fizemos questão em falhar.

O empate não é um bom resultado, pois não ficamos totalmente dependentes de nós próprios para passar à final four (o Marítimo também não), mas, ainda assim, há alguns indicadores positivos que se podem retirar do jogo.

Começando, obviamente, por Ristovski. Foi a primeira vez que o vi jogar - para além de um par de vídeos de highlights no Youtube - e gostei muito. Ofensivamente é claramente superior a Piccini - o que, convenhamos, não é difícil -, e defensivamente pareceu sempre muito concentrado, batalhador e a pisar os terrenos certos. Fico com muita curiosidade para o ver a jogar com Gelson - pode ser já em Moreira de Cónegos? Petrovic também mostrou bons apontamentos na distribuição, e que pode ser alternativa a William em determinados tipos de jogos. Outro aspeto importante foi a manutenção da solidez defensiva, apesar da mudança de todas as peças. O Sporting teve capacidade para impedir o Marítimo de criar verdadeiro perigo junto à baliza de Salin.

Registe-se ainda o jogo minimamente decente de Alan Ruiz e o regresso de Podence à competição - sem ritmo, como seria de esperar.

A exibição mais desapontante acabou por ser a de Doumbia. É normal que, atendendo à falta de conhecimento mútuo entre o avançado e o resto da equipa, tivesse dificuldades em ter muitas oportunidades flagrantes... mas a verdade é que teve algumas boas ocasiões, e falhou-as todas. Dia menos positivo para um jogador que não desiludiu nas oportunidades anteriores que teve.

P.S.: mais uma vez, foi noite de bar aberto para os adversários do Sporting baterem à vontade nos nossos jogadores. Já se sabe: estão autorizados para fazerem as entradas duras que quiserem até sair o primeiro amarelo, que será inevitavelmente para um jogador do Sporting. O critério de Manuel Mota, à semelhança de Manuel Oliveira no Sporting - Tondela, foi aberrante. Voltarei a este tema em breve.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Receita para logo

Quero que o Sporting ganhe a Taça da Liga, mas essa é uma vontade sujeita a enormes condicionamentos: não estou disposto a investir grande coisa para chegar à final four. Chegando à final four, então que se meta a carne toda no assador. Mas, para já, não trocaria a conquista da Taça da Liga por um ponto que fosse no campeonato. Pode ser que daqui a uns meses mude de opinião - caso a época comece a descarrilar -, mas as coisas devem ser assumidas no momento certo, e o momento certo é este.

Como tal, mais logo espero ver em campo exclusivamente jogadores com poucos minutos nas pernas. Precisam de rodagem para poderem ser úteis naquilo que realmente importa. Em alguns casos, até servirá para os começarmos a conhecer. Sem rotinas dificilmente nos oferecerão grande qualidade de jogo, mas não se pode ter tudo na vida. Se chegar para ganhar, ótimo. Se não chegar, paciência.


EDIT: O Sporting divulgou há pouco os convocados, e Podence está de volta. Por mim, pode entrar direto no onze.

Ponto de situação

Sporting

Depois de uma pré-época muito irregular, a fazer lembrar aquilo que aconteceu na preparação de 2016/17, dificilmente a época poderia ter começado de melhor forma para o Sporting. E o maior elogio que se pode fazer a toda a estrutura, equipa técnica e plantel é que nada do que tem acontecido parece ser obra do acaso.

O planeamento da época foi feito de forma bastante competente, num sinal óbvio de que se aprendeu com os erros do passado: o plantel foi formado a tempo e horas, estando praticamente fechado à partida do estágio para a Suiça; as compras não ficaram dependentes da concretização das grandes vendas; e, acima de tudo, parece ter havido um enorme acerto nas contratações realizadas.

O onze está indiscutivelmente mais forte. Obviamente que o ponto de partida não era famoso, mas em termos de qualidade individual, parece-me, inclusivamente, que estamos acima do nível de 2015/16.

Bruno Fernandes dá ao meio-campo a criatividade e o equilíbrio que perdemos com a saída de João Mário. Acuña dá capacidade de choque à ala esquerda e tem funcionado como uma máquina de bolas paradas teleguiadas. Mathieu é um upgrade claro em relação à irregularidade de Rúben Semedo, sem perda significativa de velocidade na linha defensiva - ao contrário dos receios iniciais. Coentrão, mesmo com os problemas físicos que tem, é, de longe, o melhor lateral esquerdo que o Sporting tem de há muitos anos para cá. Piccini é inofensivo no ataque mas defende muito bem - poderá ser muito útil contra equipas que tentem jogar o jogo pelo jogo, mas penso que um jogador com o perfil de Schelotto, mesmo com todos os seus defeitos, era mais útil contra equipas fechadas. Battaglia tinha a tarefa ingrata de substituir Adrien. O melhor elogio que se pode fazer é que, neste momento, poucos lamentarão a saída do capitão. Falta ainda ver, no entanto, como se comportará contra adversários mais fortes. E ter Doumbia como alternativa a Dost é uma garantia de que se pode abordar as partidas de formas distintas em função da estratégia do adversário, sem uma perda de qualidade importante na finalização.

Já agora, convém relembrar a importância de se ter mantido William. Ainda bem que nenhum clube deu o que o Sporting pedia por ele.

Nem tudo são rosas, no entanto. Contra adversários fechados temos passado dificuldades por falta de peças de desequilíbrio ofensivo. A titularidade de Coentrão tem sido sinónimo de obrigar a queimar uma substituição, o que limita as opções de Jesus durante o jogo. Os laterais que temos raramente geram desequilíbrios (Coentrão por uma questão física, Piccini por não saber o que fazer à bola assim que passa do meio-campo), o que acaba por dificultar um adequado serviço para a finalização de Dost. É imperativo que Alan Ruiz e Iuri comecem a render mais. Podence está a fazer muita falta, como alternativa a Acuña ou Bruno Fernandes. Falta saber o que Ristovski, André Pinto e Mattheus Oliveira podem oferecer à equipa e ao treinador.

Uma última palavra para as intervenções públicas de treinador e presidente: uma postura humilde e focada nos desafios seguintes é sempre melhor estratégia do que a bazófia. Até agora, têm estado bem. Esperemos que seja para manter.

(a verde - posições em que houve melhorias em relação à época passada; a amarelo - posições em que a qualidade se mantém; a vermelho - posições em que a equipa está pior servida do que em relação à época anterior)


Benfica

Apesar dos 5 pontos de atraso, vejo o Benfica mais favorito do que o Porto para a conquista do campeonato. É uma equipa calejada, que sabe gerir um resultado melhor do que ninguém, e que continua a ter mais qualidade em quantidade na frente. Parece, no entanto, ser vítima do excesso de confiança que Vieira tem na capacidade da estrutura em vencer títulos e da falta de um murro na mesa por parte de Vitória para impor a sua vontade em relação ao preenchimento das lacunas do plantel.

Ederson é um guarda-redes de classe mundial e era uma tarefa quase impossível substitui-lo imediatamente por alguém ao mesmo nível, mas entregar a baliza a Júlio César - que, apesar de ter sido dos melhores do mundo, já de há dois anos para cá demonstra estar numa fase acentuadamente descendente da carreira - e a Varela é confiar demasiado na sorte. As saídas de Semedo e Lindelof também parecem não ter sido devidamente acauteladas, mas parecem-me geríveis. Mais grave que estas duas é a saída de Mitroglou. Não que os outros pontas-de-lança não tenham qualidade individual idêntica ou superior, mas são todos demasiado iguais - e as características do grego foram e seriam importantes para desbloquear determinados tipos de jogos.

Percebo que Vieira quisesse vender um ponta-de-lança: havia Jonas (indiscutível), Seferovic (que deu excelentes indicações no início da época), Mitroglou, Jimenez e ainda havia Gabigol na calha. Mas faria muito mais sentido vender Jimenez. Parece-me que a vontade de Vieira em concretizar o feeling que declarou há um ano - de que o mexicano seria a mais cara venda de sempre do futebol português - se sobrepôs aos interesses desportivos do clube.

Parece-me que, mais do que nunca, a época do Benfica estará muito dependente da saúde que Fejsa, Pizzi e Jonas revelarão ao longo da época. Se se mantiverem disponíveis, o Benfica será o mais sério candidato a vencer o campeonato. Se tiverem tantas lesões como as que tiveram na época passada, talvez não seja suficiente - os padres continuarão a valer pontos, mas não fazem milagres.


Porto

Os responsáveis portistas tiveram uma abordagem muito inteligente na preparação da época. Sabendo que não podiam contratar, tentaram maximizar o aproveitamento do efeito psicológico de um bom arranque. Sérgio Conceição é um homem de combate, e há que dar justiça à forma como tem conseguido construir um sistema de jogo perfeitamente adequado ao nível médio de oposição que encontra internamente.

Se, por um lado, não houve contratações (para além de... Vaná?!), por outro também não saiu nenhum jogador essencial. André Silva e Rúben Neves não eram, no momento em que foram vendidos, peças indispensáveis e complicadas de substituir. Ou seja, o Porto continua a ter um onze muito forte.

No entanto, também há dúvidas que se levantam em relação à capacidade do Porto em atacar o campeonato. Em primeiro lugar, o sistema de jogo que Conceição tem montado abre clareiras entre a defesa e o ataque que podem ser exploradas por equipas que tenham capacidade para conter a avalanche atacante do Porto. Depois, há a questão da profundidade do plantel: o Porto só tem três centrais; não há uma alternativa a Danilo Pereira - que tem a missão de segurar sozinho o meio-campo defensivo; não há extremos que sejam reais alternativas a Brahimi e Corona - Hernâni parece não contar, sendo o lateral Ricardo Pereira a primeira opção; e na frente, Marega será sempre, apesar do seu voluntarismo e entrega, um jogador limitado.

Para já, nota máxima para o que Sérgio Conceição tem conseguido fazer, mas o grande desafio a este Porto virá quando o calendário começar a apertar e quando o desgaste da época (e do inverno) se começar a sentir a sério.

domingo, 17 de setembro de 2017

E este golo do Deo?

Golo marcado no sábado, na vitória por 3-1 sobre o Fundão.











(via @ultras6p)

Entrada com a mão direita na EHF Champions League

O Sporting venceu há pouco, na Turquia, o embate com o Besiktas referente à 1ª jornada de EHF Champions League por 30-26. Vitória tranquila contra a equipa do grupo que é mais "do nosso campeonato". Segue o vídeo com os últimos lances do desafio.